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Workshop debate diagnóstico e tratamento de Retinopatia da Prematuridade
  JBO - Jornal Brasileiro de Oftalmologia | Setembro-Outubro 2002

A Agenda Internacional de Prevenção da Cegueira, em conjunto com o Instituto Vidi, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, promoveu de 3 a 5 de outubro último, no auditório do Ibol, no Rio de Janeiro, o I Workshop de Retinopatia da Prematuridade (ROP).

O encontro faz parte do Programa Visão 2020, resultado de uma parceria mundial envolvendo a Organização Mundial de Saúde, a Agência Internacional de Prevenção da Cegueira, Cristoffel-Blindenmission Intemacional e outras organizações não governamentais. O objetivo é eliminar as causas de cegueira evitáveis até o ano de 2020.

A retinopatia da prematuridade é uma das mais importantes causas da cegueira infantil (cerca de 40%) nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Silvia Veitzman, do Instituto Vidi, uma das participantes do encontro, ressaltou que 3 em cada mil crianças tem problemas de baixa visão provocadas por infecções congênitas e prematuridade. Geralmente o problema não é detectado devido à falta de acesso aos cuidados básicos de saúde e desinformação das famílias.

Além de traçar um perfil da retinopatia da prematuridade no Brasil, o Workshop teve o objetivo de ajudar os interessados em desenvolver um projeto de diagnóstico e tratamento da patologia em sua cidade.

Andrea Zin, da comissão organizadora, chefe do Setor de Oftalmologia - Departamento de Neonatologia do Instituto Fernandes Figueira - Fiocruz e do Setor de Oftalmologia Pediátrica do Ibol, ressaltou que a cidade do Rio de Janeiro é o primeiro município brasileiro a implementar um programa de diagnóstico e tratamento da retinopatia da prematuridade. O projeto é uma iniciativa do Instituto Fernandes Figueira e da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, com o apoio do Instituto Vidi, Agenda Internacional de Prevenção da Cegueira e Cristoffel-Blindenmission Internacional.

Com o auditório do Ibol lotado e tendo que recusar inscrições, Andrea acredita que a situação deva mudar, principalmente porque há um crescente compromisso por parte de pediatras e oftalmologistas. Programas para o diagnóstico e tratamento da retinopatia da prematuridade já estão sendo implementados em 15 cidades e no Recife e Rio de Janeiro eles estão em expansão. Em Joinville, todas as crianças que nascem com menos de um quilo e meio já têm total acompanhamento.

 

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